Impressões (quase sempre imperfeitas) sobre Cabo Frio, parte 1

Outro dia eu postei no Twitter algumas coisas que eu penso sobre a vida noturna de Cabo Frio. Não vou falar sobre a vida cultural porque não tenho conhecimento pra isso, não me considero habilitado pra discutir sobre os rumos das diversas vertentes culturais na cidade. Mas da vida noturna eu conheço bem, porque nos últimos 20 anos estive, digamos assim, dos dois lados do balcão.

Primeiro, sobre a questão dos shows. Durante muito tempo – e isso não é segredo pra ninguém – a política oficial da Prefeitura em patrocinar shows gratuitos (de todos os portes/estilos musicais/tendências) matou todas as possibilidades de se estabelecerem casas de show por aqui. A regra do mercado é simples: porque alguém vai pagar por um show se logo vai ter o mesmo artista cantando de graça na Praia?

Não vou entrar no mérito político dos shows gratuitos. Essa discussão é um rame-rame danado entre os aficcionados das duas polaridades, e pra mim, já rendeu o suficiente. Só que o FATO é que, salvo em ocasiões especiais, não há mais shows gratuitos.

Os shows pagos passaram a ser feitos no Espaço de Eventos, atrás das Sendas. O espaço é amplo, perto de uma das principais entradas da cidade. Por isso, acabou sendo ideal para shows com público maior. Além do Cabofolia, shows de diversos estilos que possam levar um público acima de 5 ou 10 mil pessoas podem ser feitos lá tranquilamente – lembrando, claro, que é um espaço aberto, e que, pra realização de shows, precisa de toda uma logística, montada, claro, por quem tá organizando o evento.

Daí a gente vem pra uma lacuna que eu acho importante. Cabo Frio hoje não tem um local alternativo pra shows de bom nível, mas que tenham um público menor. E já há algumas vertentes pra essa demanda – o público jovem, com seus eventos de rock com bandas locais e de fora, por exemplo – mas sem um local ideal. O teatro municipal é pequeno demais. Os clubes não tem espaço suficiente – e ginásios não são o local com a melhor acústica do mundo pra shows.

Tirando os eventos jovens – que normalmente acontecem no teatro ou no Santa Helena – as ultimas tentativas bem-sucedidas foram no Tamoyo (o show do Leoni e do Teatro Mágico). Como a capacidade de público é pequena, o preço tem que subir, pra compensar economicamente a quem organiza.

Quem sabe se eu ganhar na megasena quarta-feira eu não começo a pensar em investir em um local bacana, com estrutura, estacionamento, tratamento acústico, pra receber esses eventos… Com um bom evento mensal, acho que dá pra pagar as contas…

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