A despedida de um mito do funk

Nessas minhas andanças de mais de 20 anos como DJ, claro que por muito tempo, eu toquei em bailes e festas funk. Atualmente, menos. Mas na época do segundo estouro do funk (entre 94 e 97/98), além de fazer um programa na Rádio Litoral FM com meu amigo Cícero Márcio, a gente fazia bailes em uma série de clubes na Região dos Lagos. Toquei na Maison com o Luciano DJ (da Rádio Ondas), os DJs Junior e Paulo Henrique e o Julinho Vovô, entre 94 e 95 (época de Latino, Copacabana Beat…).

Fui DJ dos bailes do São Cristóvão em 95 e apresentava, junto com Cícero e Luciano, o programa “Etiqta do Som”, da equipe de mesmo nome, no Arraial do Cabo, que fazia os bailes no Guarany, em 96/97…

Um dos caras que sempre fez sucesso – e até hoje ainda faz, mesmo com essa virada do funk para o estilo “sexo, drogas e facções” – é o MC Marcinho. O clipe lá em cima, tirado do antigo programa da Furacão 2000, é o primeiro sucesso dele, “Rap do Solitário”, de 1994.

Em entrevista ao jornal O Dia deste domingo, ele confirmou um desejo antigo que já vinha se manifestando com o tempo – ele se converteu e vai virar pastor evangélico. Com isso, vai parar de cantar música secular. A virada já era notada, já que Marcinho já tinha retirado de seus shows músicas como “Catucar”, notadamente de duplo sentido; e colocado versões funk para sucessos gospel, como a onipresente “Faz um milagre em mim”, do Régis Danese; e “Louvor”, da Jamille.

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MC Marcinho lança o DVD “Tudo é Festa”, que contou com as participações de Sandra de Sá, Regina Casé, MC Sapão e Bob Rum, em outubro, e já emenda com a gravação de seu primeiro disco gospel, “Deus é Fiel”, que deve ser lançado em março de 2011, depois do carnaval.

Marcinho sempre teve uma ligação muito forte com Cabo Frio. Se apresentou inúmeras vezes na cidade (a última foi há duas semanas, na Evidence), e tem até um CD ao vivo que foi gravado em um show na Sociedade Musical Santa Helena – na época em que a domingueira lá era a opção de lazer da cidade, há uns 4, 5 anos.

Além disso, representante de uma época do funk com letras mais românticas – e menos sexuais – influenciou muita gente que conhece as letras e as melodias. E não só do funk…

Enfim, quem gosta de verdade de funk vai sentir falta, principalmente o pessoal da antiga. Ainda bem que o YouTube tá aí pra isso mesmo… pra matar saudades…

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