O trânsito que me irrita (e o feriadão que me anima)

Mais um feriado prolongado chegando e a mesma novela se repete em Cabo Frio: cidade cheia, muitas filas onde quer que se vá, um trânsito irritante. E não é só em Cabo Frio. Nas cidades vizinhas, no caminho para chegar ou sair de qualquer uma das cidades da região, o martírio se repete.
O caminho entre São Pedro e Cabo Frio é parte integrante da minha vida desde garoto. Sou cabofriense, mas fui morar na Vila Naval com 6 anos. Morei na Estação depois, voltei pra Cabo Frio com 11 anos e aos 13, estava de volta à aldeia, morando no Baixo Grande, onde – salvo idas e vindas nos anos 90 e por um breve período assim que casei, em 2005 – moro até hoje.
Por isso fica fácil notar que o trânsito entre as duas cidades só aumenta. Moro às margens da RJ-140, e como onde eu moro não tem passarela, a travessia entre as pistas é sempre um risco, principalmente de manhã cedo ou no fim da tarde. Não é raro acontecer atropelamentos e acidentes.
Agora, na avenida América Central, algum “gênio” resolveu colocar os famosos “pardais” bem em frente ao antigo Malibutour. São dois, um em cada pista, meio escondidos ainda, forçando o motorista a reduzir sua velocidade para, no máximo, 60 km/h. Sabemos que a eterna briga entre a “indústria das multas” que se criou no Estado do Rio e os motoristas sempre tem como discurso “reduzir a velocidade para valorizar a vida”. Mas aquele ponto, a não ser na madrugada, já é de baixa velocidade.
No feriadão, a coisa piora: o cruzamento na Praia do Siqueira, em frente ao posto Nacional, foi fechado. Diminuiram os acidentes, mas reduziram-se as opções para fugir do trânsito pesado da principal entrada de Cabo Frio (poucos turistas sabem que há um ótimo atalho, entrando na primeira rua, à direita, depois da descida ponte, passando pelo lado do campo do América, rodando por baixo da ponte e vindo para o centro via Palmeiras). E o engarrafamento causado pela interminável espera no sinal do cruzamento na frente das Sendas se estende até a descida da ponte – como em todo o feriadão e nos picos de movimento na cidade: Carnaval, reveillon, etc.
Engraçado eu falar tanto de trânsito se nem ao menos sei dirigir. Aliás, não sei dirigir, não sei pilotar moto e, pasmem! Não sei andar de bicicleta (esse assunto já foi um trauma pra mim, não é mais hoje). Mas me irritam muito os engarrafamentos, as buzinas incessantes, a falta de educação que a gente cansa de ver no trânsito no dia a dia. E pra isso, nem precisa do feriadão: basta passar pela rua Raul Veiga no final de tarde, mais precisamente, na hora da saída escolar. O engarrafamento vai, brincando, da porta do Santa Rosa até o final da rua, com reflexos no trânsito da avenida Teixeira e Souza, que já não é bom esse horário.
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Vamos falar das coisas boas do feriado: cidade cheia, expectativa de um bom tempo e praias lotadas. Gente interessante circulando, festas em toda a região. Trabalho extra pra quem precisa reforçar o orçamento. E lembrar que há um ano, estávamos todos assustados com a ressaca de 8 de abriu, que lambeu a faixa de areia da Praia do Forte – e conjugada com outra ressaca, dois meses depois, lambeu também o deck, hoje, já reformado pela Prefeitura de Cabo Frio.
Por falar nisso, muito se falou no Twitter das ressacas do ano passado – mas tem gente que até hoje não sabe que a faixa de areia já engordou bem, que o deck novo ficou uma beleza e que a Praia do Forte continua muito bonita e esperando por locais e visitantes. As notícias ruins andam, realmente, mais rápido.

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