Vai começar o Municipal de Futsal de Cabo Frio – parte 3

A minha principal expectativa em relação ao Campeonato Municipal deste ano vai ser a da frequência de público no ginásio Vivaldo Barreto. Acho que vai haver o mesmo “estranhamento” de 2005, quando o Municipal saiu dos ginásios da Cabofriense e do Tamoyo e foi para o Aracy Machado.

A situação atual tem algumas desvantagens. O ginásio Aracy Machado é entre o Portinho e o Itajuru, bem próximo do centro até para quem ia a pé. O público se acostumou a ir aos jogos e, gradativamente, o público passou a aumentar – se não na frequência dos anos 90, pelo menos pra um público aceitável. O parâmetro da Liga de Futsal de Cabo Frio era um pouco cruel porque, com o sucesso do Centro Esportivo de Cabo Frio em 2007 e 2008, quando foi bicampeão carioca, o time profissional da cidade cansou de levar 2 mil pessoas (e até mais que isso, nos jogos decisivos) em partidas de campeonatos estaduais e da Liga Nacional. Um público de 200 pessoas para jogos do Municipal era bem razoável, se considerarmos que o nível das partidas estava longe de ser o mesmo.

O ginásio Vivaldo Barreto é na chegada do Jardim Esperança, pra quem vai do centro. Não é o que se possa chamar de longe – de carro, da descida da ponte Feliciano Sodré até lá se gasta uns 10 minutos, com certo trânsito. Mas o público ainda não se habituou a ir, talvez por preguiça. Por outro lado, o ginásio também não é no “centrão” do Jardim Esperança, próximo da avenida Ézio Cardoso da Fonseca (a principal do bairro). Dá pra ir a pé dali, mas como o ginásio é algo novo por aquelas bandas, quase nunca se sabe quando tem ou não programação. Uma ação de mídia envolvendo os bairros próximos (Boca do Mato, Monte Alegre/Rainha da Sucata, Parque Eldorado, Jardim Esperança, Jardim Peró e Tangará) seria boa, principalmente para arregimentar novos fãs para o futsal.

Outro problema detectado no ginásio provavelmente não foi mensurado (ou foi ignorado) na época da sua construção e veio à tona com força na última semana: a umidade do ar. O ginásio Vivaldo Barreto fica em uma área de subida do bairro, em um descampado, sem construções naquele nível de altura. E ali, esta época do ano realmente faz frio (pros padrões cabofrienses de frio).

O que acontece é que o sereno invade o ginásio de uma tal maneira que os jogos à noite se tornam praticamente impraticáveis. A partida da categoria sub-20 entre ADDP x São Cristóvão, pelo Carioca, foi suspensa na sexta-feira passada (17), com apenas dois minutos de jogo, depois de quase uma hora de infrutíferas tentativas dos jogadores para permanecerem de pé; e dos demais membros das duas equipes para manterem a quadra seca.

Ontem, o jogo recomeçou e teve o primeiro tempo com condições razoáveis de realização. No segundo tempo e no jogo da categoria adulto entre as duas equipes, as cenas de pastelão se repetiram: tombos, escorregões e cambalhotas se sucederam, e somente graças à boa vontade das duas equipes e dos árbitros, as partidas chegaram ao seu final (com vitórias da ADDP por 9 a 5 no sub-20 e 9 a 1 no adulto).

Como estamos no início de um inverno que, pela prévia, parece que será rigoroso, não dá pra achar que ficaremos livres do sereno nos próximos dias/meses. Pela manhã, o orvalho que se acumula no teto do ginásio se condensa, cai e molha todo o piso. De alguma forma, é quase certo que o “futebol de sabão” vai se repetir. Ontem tentamos uma mistura de coca-cola com açúcar. Já havia sido tentado laquê de cabelo, também sem sucesso. O bom e velho breu também é uma alternativa que deve ser testada logo (quem sabe hoje, na abertura do Municipal?). Não sei se pode ser feito algo pra impedir o sereno de entrar – de repente vedando os furos dos tijolinhos com uma lona, ou algo do tipo. Mas não vai ser nem rápido nem sei se é eficiente.

Como se já não bastasse o exíguo espaço dos vestiários; a chuva que cai sobre os bancos de reservas (pelos tijolinhos furados que há em todo o ginásio, no alto); e a dificuldade dos árbitros enxergarem o jogo nas partidas à tarde, já que o brilho do sol bate bem no rosto de quem fica nas laterais da quadra entre às 15 e às 17h, agora surgiu mais este desconforto causado pelo sereno – que na prática, é o único que realmente pode impedir a realização das partidas e atrasar ainda mais o já apertado calendário das modalidades esportivas na cidade.

Ah! Mas pra não parecer um corneteiro que fica de ‘mimimi’ o tempo todo e não elogia nada, duas notas: uma, a equipe de apoio do ginásio é sensacional, tá sempre disposta a ajudar, sempre te atendendo bem e com um sorriso no rosto. Isso faz uma boa diferença. A segunda nota é que o piso emborrachado é bom de se jogar, embora eu prefira o piso flutuante que era utilizado no Aracy Machado (e é utilizado nas principais arenas esportivas do país, como as modernas Arena Vivo, em Belo Horizonte; Arena Santos e Arena Jaraguá, em Jaraguá do Sul).

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