Tirando as teias de aranha do blog

Um tempão sem escrever aqui. E não é por falta de assunto. É mais por falta de tempo livre pra sentar e concatenar as ideias. Muitas coisas acontecendo – e quase sempre, quando estou no computador há muitas coisas mais urgentes a fazer do que atualizar o blog. Daí fica esse vazio aqui – escrevi da última vez no sábado do show da Rihanna no Rock in Rio, tem quase um mês.

Uma coisa que eu tava querendo escrever há algum tempo (mas faltava uma ocasião mais real e didática pra exemplificar) é como a popularização das redes sociais influencia no nosso dia-a-dia. A gente cresceu dizendo que “Cabo Frio é um ovo”, “Cabo Frio é a cidade do ‘oi'”, “Cabo Frio tem três pessoas: eu, você e alguém que um de nós conhece” e coisas do tipo. Mas hoje em dia, pelo menos pra quem é da minha geração e fica, como eu, conectado quase o tempo inteiro, há muita gente que você sabe que é de Cabo Frio mas que nunca encontrou na rua. Pessoas mais jovens e pessoas mais velhas.

Semana passada, passando pelo Ratatá (do meu amigo Tadeu, no Canal) eu encontrei a Thamires. É uma menina muito simpática, a gente troca ideia há um tempão pelo Facebook, mas a gente não tinha se esbarrado pessoalmente ainda até esse dia. Conversamos rapidamente, ela me avisou do churrasquinho do aniversário dela no fim de semana – temos amigos em comum que foram, inclusive. Conversa corriqueira de pessoas que, se não são os amigos mais íntimos, se conhecem e tem alguma intimidade. O curioso é que essa intimidade veio por um convívio diário só pelo Facebook, mesmo em uma cidade “pequena” como a nossa.

Não é privilégio de Cabo Frio isso. Afinal de contas, o que eu conheci de pessoas interessantes e que mudaram a minha vida pra melhor, de alguma maneira, nesses anos todos de internet (desde lá de trás, nas salas de bate-papo do UOL, ICQ, mIRC, até hoje, com Facebook e Twitter) não tá no gibi. Até a minha mulher eu conheci pela internet. E fiz também, amizades que se prolongam por mais de uma década.

Não vou citar todo mundo que eu aprendi a gostar nesses últimos tempos aqui, senão o post fica gigantesco e não vai dar pra ninguém ler. Mas mesmo pessoas da minha cidade, que de repente estão ao meu lado na fila do mercado, no ponto de ônibus, no bar onde eu toco, no ginásio, nunca falaram comigo pessoalmente, mas já trocaram muita ideia pela internet. Não deixa de ser esquisito, por mais que seja comum hoje em dia.

* * * * *

Nesta terça tenho um compromisso em Tamoios. Vou lá ver a semifinal do campeonato municipal de futsal entre Arraial do Cabo e Grêmio Samburá. A Prefeitura de Cabo Frio inaugurou um centro esportivo bacana lá, que eu ainda não conheço. Como meu time (a ADDP) joga pelo Estadual sub20 da FFSERJ na quinta lá, vou lá ver quadra, vestiários, enfim, as coisas que vão influir diretamente no meu jogo.

Eu lamento muito pelo jogo de quinta ser lá em Tamoios. Nada contra o ginásio novo, que eu nem conheço. Mas é um clássico contra o Cabo Frio Futsal, equipe contra a qual fizemos dois grandes jogos no primeiro semestre, pelo campeonato carioca (perdemos o primeiro, na fase de classificação, por 5 a 4; e ganhamos o segundo, nas quartas de final, por 5 a 3 e passamos para as semifinais).

Na verdade, na verdade, esse jogo merecia ser jogado no ginásio Aracy Machado, o grande palco do nosso esporte. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para que a municipalidade possa voltar a usar o ginásio do Portinho. Para nosso azar, justo nesta semana de clássico, está acontecendo uma competição da Polícia Rodoviária Federal na cidade, e o ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, foi cedido para este evento.

Sem opções – e sem poder trocar a data do jogo – teremos que jogar em Tamoios. Que pelo menos seja um bom jogo para os que forem lá assistir. Infelizmente, muita gente que gostaria de ver esta partida vai ficar privada dessa oportunidade.

* * * * *

No domingo, estive na comemoração do primeiro aniversário do meu sobrinho Miguel, filho do meu irmão do meio, Elton, e da Celia, mulher dele. A festinha/piquenique foi no jardim do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa. Amigos dos pais – alguns que eu não via há tempos – estiveram lá. Foi tudo muito simples, e muito bacana.

Meu sobrinho é uma criança muito bonita, esperto pacas e muito amado. E o local é sensacional. Se você é carioca ou está no Rio e não teve a oportunidade de ir lá no Museu da Chácara do Céu e no Parque das Ruínas (que fica ao lado), vá. Vale muito a pena a visita e a vista.

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