Uma vez Flamengo…

“(…) Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Gran­de Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a cami­sa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, des­fraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juizes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de che­gar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no ar­co. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.

(Trecho da crônica “Flamengo sessentão”, de Nelson Rodrigues, publicado no livro “À Sombra das Chuteiras Imortais. Para quem não sabe, Nelson Rodrigues, um dos maiores – se não, o maior – cronista da sociedade brasileira no século passado, era tricolor)


Eu e meu irmão do meio, Elton. A foto é de 1979, eu tinha cinco anos.

Sou Flamengo nos títulos, nas derrotas, nas fases boas e ruins. Não me considero mais ou menos rubro-negro que ninguém, isso é bobagem.

Eu já era Flamengo antes de nascer. Não deixei de ser até hoje.

Era Flamengo quando o time tinha Zico, Júnior, Leandro, Adílio, Andrade… Também era Flamengo quando o time tinha Thiago Gosling, Irineu, Walter Minhoca… E continuo sendo Flamengo hoje, com o time que tem Ronaldinho e Thiago Neves, mas que também tem Fierro e Renato Pelé…

E vou ser Flamengo até o dia em que eu morrer. Ou até depois disso…
#Flamengo116Anos

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