43

Falar sobre si mesmo sem parecer cabotino é uma tarefa difícil pra caramba. Eu poderia listar aqui todas as coisas que eu já fiz e conquistei na vida. Ou então, todas as coisas em que eu reconhecidamente sou bom (e isso, apontado pelos outros). Por outro lado, poderia citar facilmente várias coisas em que eu sou um desastre, que eu não sei fazer, que eu não sei me comportar.

Hoje é um dia especial na minha vida. 13 de maio. Dia daquela famosa efeméride (palavra bonita, né?) que as pessoas comemoram aniversário. Chegada de um ciclo, encerramento de outro. Mudanças, promessas, votos de felicidades.

Tô fazendo 43 anos. Se Deus me der vida e saúde pra chegar aos 86, significa que cheguei na metade da minha vida hoje. Se considerarmos que a expectativa de vida do brasileiro é de pouco mais de 70 anos, já passei dos 50%. Só que é só Papai do Céu quem sabe do nosso tempo aqui nesse plano. Então, é bom a gente viver e agradecer.

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Tenho uma mulher que me ama. Um filho que, apesar do relacionamento distante, gosta de mim – e até veio passar meu aniversário comigo. Mãe e irmãos vivos que lembram de mim mesmo à distância. Alguns bons amigos, muitos conhecidos, uma boa carreira profissional. Que mais posso querer?

Saúde! Isso é fundamental. Nesse aspecto, o último ciclo foi muito difícil. Encerrei ele bem melhor que comecei. Mas aprendi a não me queixar, somente agradecer.

Vivemos em um mundo onde o prefixo que impera é o “des”. Desamor, desunião, desilusão, desgraça, desespero. E isso é uma tristeza, uma lástima. Eu ando querendo eliminar o “des” da minha vida. Quero mais amor, união, ilusão, graça, esperança. E mais saúde. E levar coisas boas às pessoas que convivem comigo.

Cada porrada que levei da vida, se não foi merecida, me fez crescer como pessoa. E, hoje, consigo dizer que foi mais importante que qualquer sucesso que eu já tenha conquistado (e, graças a Deus, foram muitos). E que nesse 44º ano de vida que começa hoje, eu possa ser uma pessoa melhor, mais compreensiva, mais amorosa com cada um que passa pelo meu caminho – a começar por você, que tá lendo esse texto agora.

Então, obrigado por tudo que de bom acontece comigo. 43 é uma idade boa. A vida me reserva muitas surpresas ainda. E agradeço por poder dividir um pouco disso com vocês.

Feliz ano novo pra mim!

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