Baile de favela

Baile de favela

E todo ano tem aquela velha discussão: a música-chiclete que vai ficar ressoando em nossos ouvidos durante todo o carnaval. Tem quem goste e coloque no repeat do celular (ou do CD do carro); tem quem deteste e fique se perguntando o responsável por tais canções.

Algumas músicas apareceram com destaque nesse verão. A gravação de “Camarote”, do (agora) onipresente Wesley Safadão; e “Bang”, da Anitta – cujo clipe, muito bem bolado, já alcançou 100 milhões de visualizações no YouTube em apenas três meses de exibição; eram as favoritas para o posto.

Porém, todos os holofotes apontam para a execução, a exaustão, de “Baile de Favela”, do paulista MC João. Confesso que quem me mostrou a música, há uns 20 dias, foi minha sobrinha Nathálya. Depois, fui ver no YouTube, e a quantidade de vídeos postados, de uns cinco, seis meses pra cá. com a música impressiona. Rapidamente, Konrad Dantas, o “Kondzilla”, um dos maiores nomes do mercado de produção de videoclipes para a internet no pais nos últimos anos (voltado, quase todo, para o mundo do funk), gravou um vídeo, que em quatro meses, já passou dos 50 milhões de views.

Confira o vídeo de “Baile de Favela”: se é que você ainda não viu

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MC João é baile de favela 🙂

Sempre que se fala em funk, volta-se à discussão de quase três décadas sobre o ritmo, suas virtudes e defeitos. No caso específico de “Baile de Favela”, o sucesso paulista (mais um) provoca discussão interna entre DJs, MCs e produtores do “funk carioca”. Eu sempre penso que música é feita para entreter, divertir. A letra original tem conotação sexual explícita (ou putaria, como queiram), mas o Dennis,  hoje o mais renomado produtor do gênero, fez versões “lights” (sem os palavrões) e com regiões do Rio e Grande Rio (além da versão com as comunidades originais paulistanas citadas).

A repercussão da música continua. O portal UOL fez matéria sobre a música no final de semana. Todo lugar onde eu vou tocar sempre tem alguém que pede. E até algumas bandas já tocam, de brincadeira ou não, aquele que promete ser o hit do carnaval. Preparem os ouvidos.

Veja também os clipes de “Camarote” e “Bang”!

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Melancia: Andressa Soares é capa da Sexy de julho

Melancia: Andressa Soares é capa da Sexy de julho

Como já dizia um bordão de um antigo programa humorístico, “o que é a natureza…”. Há mais de dois anos, publiquei aqui um post sobre o quarto ensaio de Andressa Soares, a Garota Melancia, para revistas masculinas, no caso, a Playboy. Esta postagem ainda me rende, diariamente, umas 20 visitas.

Hoje, em todos os meios de comunicação, foram divulgadas as fotos do quinto ensaio de Andressa/Melancia, assim como veio ao mundo (inclua-se aí lipoaspirações, outras intervenções cirúrgicas e aquela providencial ajuda do pessoal que mexe no Photoshop). A funkeira de 23 anos é a capa da Sexy de julho. Ainda não achei o link pro ensaio completo, com as sempre esperadas fotos da Mulher Melancia nua, mas a capa está aqui.

Andressa Soares, a Melancia, é capa da "Sexy" de Julho (foto de divulgação)
A despedida de um mito do funk

A despedida de um mito do funk

Nessas minhas andanças de mais de 20 anos como DJ, claro que por muito tempo, eu toquei em bailes e festas funk. Atualmente, menos. Mas na época do segundo estouro do funk (entre 94 e 97/98), além de fazer um programa na Rádio Litoral FM com meu amigo Cícero Márcio, a gente fazia bailes em uma série de clubes na Região dos Lagos. Toquei na Maison com o Luciano DJ (da Rádio Ondas), os DJs Junior e Paulo Henrique e o Julinho Vovô, entre 94 e 95 (época de Latino, Copacabana Beat…).

Fui DJ dos bailes do São Cristóvão em 95 e apresentava, junto com Cícero e Luciano, o programa “Etiqta do Som”, da equipe de mesmo nome, no Arraial do Cabo, que fazia os bailes no Guarany, em 96/97…

Um dos caras que sempre fez sucesso – e até hoje ainda faz, mesmo com essa virada do funk para o estilo “sexo, drogas e facções” – é o MC Marcinho. O clipe lá em cima, tirado do antigo programa da Furacão 2000, é o primeiro sucesso dele, “Rap do Solitário”, de 1994.

Em entrevista ao jornal O Dia deste domingo, ele confirmou um desejo antigo que já vinha se manifestando com o tempo – ele se converteu e vai virar pastor evangélico. Com isso, vai parar de cantar música secular. A virada já era notada, já que Marcinho já tinha retirado de seus shows músicas como “Catucar”, notadamente de duplo sentido; e colocado versões funk para sucessos gospel, como a onipresente “Faz um milagre em mim”, do Régis Danese; e “Louvor”, da Jamille.

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MC Marcinho lança o DVD “Tudo é Festa”, que contou com as participações de Sandra de Sá, Regina Casé, MC Sapão e Bob Rum, em outubro, e já emenda com a gravação de seu primeiro disco gospel, “Deus é Fiel”, que deve ser lançado em março de 2011, depois do carnaval.

Marcinho sempre teve uma ligação muito forte com Cabo Frio. Se apresentou inúmeras vezes na cidade (a última foi há duas semanas, na Evidence), e tem até um CD ao vivo que foi gravado em um show na Sociedade Musical Santa Helena – na época em que a domingueira lá era a opção de lazer da cidade, há uns 4, 5 anos.

Além disso, representante de uma época do funk com letras mais românticas – e menos sexuais – influenciou muita gente que conhece as letras e as melodias. E não só do funk…

Enfim, quem gosta de verdade de funk vai sentir falta, principalmente o pessoal da antiga. Ainda bem que o YouTube tá aí pra isso mesmo… pra matar saudades…