Sobre o futsal de Cabo Frio (uns pitacos)

Sobre o futsal de Cabo Frio (uns pitacos)

Tenho visto, com alguma frequência, mas nenhuma surpresa, manifestações aqui e ali sobre a situação atual do futsal de Cabo Frio, sobre as dificuldades que a Liga Cabofriense anda passando nos últimos tempos. Eu poderia ficar aqui falando uma série de coisas que eu penso, mas hoje em dia, principalmente em Cabo Frio, as pessoas andam melindradas demais, não estão acostumadas a ler/ouvir opiniões contrárias. Então, vou tentar resumir o que eu penso:

1) Se você quer mesmo ajudar a Liga de Futsal, entre em contato com PC, que é o presidente, procure saber do calendário da entidade que tem datas para campeonatos adulto, sub20, sub17 e sub15;

2) Se você quer mesmo ajudar a Liga de Futsal, deve estar disposto a jogar no ginásio João Augusto, em Tamoios, ou no ginásio da AA Cabofriense. A Federação do Rio tá fazendo jogos do adulto no Madureira. Não é o ideal, mas é o que tem pro momento. Pra quem jogou a vida toda pelada e até torneio em quadra pública,  não vejo motivo pra achar ruim (e pros mais novos, basta lembrar que até 15 anos atrás, não tinha ginásio).

3) Se você quer mesmo ajudar a Liga de Futsal, doe seu tempo reunindo adolescentes entre 15 e 20 anos, que estão com tempo ocioso, loucos pra jogar uma bola de maneira organizada, loucos pra jogar uma competição. 2 horinhas por semana, não vai matar ninguém. Chama um conhecido seu estagiário de Educação Física pra ajudar. É experiência pra você e pra ele. Responsabilidade social: essa idade é foda e o diabo tá aí mesmo, pronto pra atentar o juízo.

4) Lembrem-se: uma liga, qualquer que seja, é a reunião de clubes e pessoas interessadas em fazer com que a modalidade x, y ou z cresça e se fortaleça. Liga não é pai ou mãe de ninguém, nem consegue fazer nada sozinha, sem clubes. O problema principal, na maioria absoluta das vezes, é que “trabalhar dá trabalho”. É muito mais fácil reunir um grupo de amigos pra bater uma peladinha ou jogar sem compromisso. Mas treinar, investir tempo, dinheiro, dedicação requer esforço pessoal e coletivo que nem todo mundo quer ter.

5) A iniciativa de outros grupos, pessoas e clubes de fazerem competições de futsal, seja nos bairros, nos clubes, em qualquer lugar, não é ruim, ela é ótima. Mostra que o problema não é falta de gente pra jogar (até porque jogar bola é a parte mais fácil do processo todo). Agora, uma visão minha: é preciso saber porque quem participa desses movimentos não tem o desejo de participar da principal competição oficial da cidade. Qual é a dificuldade? Por que não jogar o campeonato da Liga? Por que não procurar essas pessoas e convidar pra participar do Municipal?

6) A política está envolvida em tudo o que fazemos, e não só no esporte. O ser humano é um ser político por essência (não sou eu que inventei isso, foi um tal de Aristóteles que falou isso, lá atrás, na Grécia antiga). O problema é que pra maioria das pessoas, “política” virou “preciso de um cargo”. A política pública, com seu desenrolar, já proporcionou muitas coisas boas para o esporte da cidade, também muitas coisas ruins. Incentivou muitas pessoas, deixou outras tantas acomodadas. Cada um sabe de seus objetivos, de suas limitações, de onde quer chegar. Transferir a responsabilidade do sucesso ou do insucesso do futsal ao político X, Y ou Z é se eximir de responsabilidade. Político nenhum chuta bola (embora alguns já tenham chutado, antes ou depois de ocupar cargos eletivos ou diretivos). Quem faz o futsal não é o político. Quem faz o futsal é a Liga. Quem faz a Liga são os clubes. Quem faz os clubes são as pessoas. Olhe mais pelo que você tem feito em prol do futsal todos os dias. Pense menos no que o futsal pode fazer por você todos os dias. É uma reflexão.

7) Pra terminar: pretendo colocar uma equipe pra participar do Campeonato Adulto da LCFS esse ano. E pretendo arrumar competidores para que tenha a competição. Se eu conseguir, vou montar um time sub20 também. É a colaboração que posso dar no momento, como fiz ano passado (e poucas pessoas sabem do esforço que eu fiz para que a competição saísse). Em 2017, soube do campeonato quando as vagas já tinham se encerrado, senão teria participado. Em 2016, fiz força até onde deu pra ter o campeonato, mas ninguém se importou. Muita gente que hoje critica a Liga esteve jogando esses anos todos, mas jogar é moleza, quisera eu conseguir jogar…

PS: já sei que vão reclamar dos ginásios municipais, que seguem inativos. Como se eu também não reclamasse, todos os dias. Aí eu devolvo a reclamação com uma pergunta: R$ 1 milhão é pouco dinheiro ou muito dinheiro?

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Tirando as teias de aranha do blog

Tirando as teias de aranha do blog

Um tempão sem escrever aqui. E não é por falta de assunto. É mais por falta de tempo livre pra sentar e concatenar as ideias. Muitas coisas acontecendo – e quase sempre, quando estou no computador há muitas coisas mais urgentes a fazer do que atualizar o blog. Daí fica esse vazio aqui – escrevi da última vez no sábado do show da Rihanna no Rock in Rio, tem quase um mês.

Uma coisa que eu tava querendo escrever há algum tempo (mas faltava uma ocasião mais real e didática pra exemplificar) é como a popularização das redes sociais influencia no nosso dia-a-dia. A gente cresceu dizendo que “Cabo Frio é um ovo”, “Cabo Frio é a cidade do ‘oi'”, “Cabo Frio tem três pessoas: eu, você e alguém que um de nós conhece” e coisas do tipo. Mas hoje em dia, pelo menos pra quem é da minha geração e fica, como eu, conectado quase o tempo inteiro, há muita gente que você sabe que é de Cabo Frio mas que nunca encontrou na rua. Pessoas mais jovens e pessoas mais velhas.

Semana passada, passando pelo Ratatá (do meu amigo Tadeu, no Canal) eu encontrei a Thamires. É uma menina muito simpática, a gente troca ideia há um tempão pelo Facebook, mas a gente não tinha se esbarrado pessoalmente ainda até esse dia. Conversamos rapidamente, ela me avisou do churrasquinho do aniversário dela no fim de semana – temos amigos em comum que foram, inclusive. Conversa corriqueira de pessoas que, se não são os amigos mais íntimos, se conhecem e tem alguma intimidade. O curioso é que essa intimidade veio por um convívio diário só pelo Facebook, mesmo em uma cidade “pequena” como a nossa.

Não é privilégio de Cabo Frio isso. Afinal de contas, o que eu conheci de pessoas interessantes e que mudaram a minha vida pra melhor, de alguma maneira, nesses anos todos de internet (desde lá de trás, nas salas de bate-papo do UOL, ICQ, mIRC, até hoje, com Facebook e Twitter) não tá no gibi. Até a minha mulher eu conheci pela internet. E fiz também, amizades que se prolongam por mais de uma década.

Não vou citar todo mundo que eu aprendi a gostar nesses últimos tempos aqui, senão o post fica gigantesco e não vai dar pra ninguém ler. Mas mesmo pessoas da minha cidade, que de repente estão ao meu lado na fila do mercado, no ponto de ônibus, no bar onde eu toco, no ginásio, nunca falaram comigo pessoalmente, mas já trocaram muita ideia pela internet. Não deixa de ser esquisito, por mais que seja comum hoje em dia.

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Nesta terça tenho um compromisso em Tamoios. Vou lá ver a semifinal do campeonato municipal de futsal entre Arraial do Cabo e Grêmio Samburá. A Prefeitura de Cabo Frio inaugurou um centro esportivo bacana lá, que eu ainda não conheço. Como meu time (a ADDP) joga pelo Estadual sub20 da FFSERJ na quinta lá, vou lá ver quadra, vestiários, enfim, as coisas que vão influir diretamente no meu jogo.

Eu lamento muito pelo jogo de quinta ser lá em Tamoios. Nada contra o ginásio novo, que eu nem conheço. Mas é um clássico contra o Cabo Frio Futsal, equipe contra a qual fizemos dois grandes jogos no primeiro semestre, pelo campeonato carioca (perdemos o primeiro, na fase de classificação, por 5 a 4; e ganhamos o segundo, nas quartas de final, por 5 a 3 e passamos para as semifinais).

Na verdade, na verdade, esse jogo merecia ser jogado no ginásio Aracy Machado, o grande palco do nosso esporte. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para que a municipalidade possa voltar a usar o ginásio do Portinho. Para nosso azar, justo nesta semana de clássico, está acontecendo uma competição da Polícia Rodoviária Federal na cidade, e o ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, foi cedido para este evento.

Sem opções – e sem poder trocar a data do jogo – teremos que jogar em Tamoios. Que pelo menos seja um bom jogo para os que forem lá assistir. Infelizmente, muita gente que gostaria de ver esta partida vai ficar privada dessa oportunidade.

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No domingo, estive na comemoração do primeiro aniversário do meu sobrinho Miguel, filho do meu irmão do meio, Elton, e da Celia, mulher dele. A festinha/piquenique foi no jardim do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa. Amigos dos pais – alguns que eu não via há tempos – estiveram lá. Foi tudo muito simples, e muito bacana.

Meu sobrinho é uma criança muito bonita, esperto pacas e muito amado. E o local é sensacional. Se você é carioca ou está no Rio e não teve a oportunidade de ir lá no Museu da Chácara do Céu e no Parque das Ruínas (que fica ao lado), vá. Vale muito a pena a visita e a vista.

Carioca de Futsal: ADDP enfrenta Cabo Frio Futsal nesta sexta

Carioca de Futsal: ADDP enfrenta Cabo Frio Futsal nesta sexta

Nesta sexta-feira (6/5), a ADDP volta a jogar pelo Campeonato Carioca de Futsal. E o adversário é o principal rival do clube: o Cabo Frio Futsal. O confronto entre os dois representantes de Cabo Frio acontece pela primeira vez no giniásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, e dá uma dimensão do estágio do futsal da cidade no cenário do Estado do Rio.

Às 18h30, as duas equipes se enfrentam pela categoria sub-20. Mais que um resultado positivo, a ADDP busca marcar seu primeiro gol no campeonato, o que não conseguiu fazer nos três jogos anteriores. O Cabo Frio Futsal venceu duas vezes e está em situação confortável na tabela.

Rodriguinho é um dos artilheiros do Carioca de Futsal

Às 20h, é a vez do aguardado confronto entre as equipes principais, que pelo bom início no Campeonato Carioca, podem se reencontrar nas fases finais da competição. Depois do empate em 5 a 5 diante da USS/Vassouras, e com os resultados da quinta rodada, a ADDP entra em quadra na sétima colocação, com 5 pontos ganhos em 4 jogos. O Cabo Frio tem um jogo a menos, já que seu jogo da quarta rodada, contra o São Cristóvão, adiado por causa das fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro na segunda-feira passada (25/4), mas está na sexta colocação, com 6 pontos.

O Cabo Frio venceu o Madureira, na estreia (4 a 2). Depois, foi ao Rio e perdeu para o Grajaú Country (5 a 2). No terceiro jogo, goleada sobre o América (5 a 1).

A ADDP estreou empatando com o Vasco (5 a 5). No segundo jogo, perdeu para o Imperial Futsal em Petrópolis (0 a 1), e na terceira partida, uma expressiva vitória sobre a Casa de España/Botafogo (4 a 2).

O clássico de sexta-feira é o primeiro disputado no novo ginásio Vivaldo Barreto. Nas inúmeras oportunidades em que o confronto aconteceu no ginásio Aracy Machado, entre 2006 e 2010, sempre houve boa presença de público.

– Pelo fato das duas equipes serem da cidade, a rivalidade é maior. Temos muitos amigos do lado de lá, mas quando a bola rola, cada um quer a vitória e vai defender sempre o seu lado – explica Thiago Campos, jogador da ADDP.

A ADDP conta, mais uma vez, com os gols de Rodriguinho, que já balançou as redes adversárias nove vezes. O pivô de 21 anos é um dos artilheiros do Campeonato Carioca. O jogador marcou 64% dos gols da equipe: foram cinco contra o Vasco da Gama, dois contra o Botafogo e dois contra a USS/Vassouras.

História – Cabo Frio é a única cidade do interior do estado que, já há alguns anos, tem duas equipes participando dos campeonatos organizados pela Federação de Futsal do Rio. No ano passado, ADDP e Cabo Frio Futsal lutaram até a última rodada do Estadual por uma vaga nas semifinais. O Cabo Frio terminou em quinto lugar e a ADDP, em sexto. Naquele Estadual, foram três jogos: 2 a 1 para o Cabo Frio no primeiro turno, 7 a 1 para a ADDP no segundo e empate em 2 a 2 no terceiro turno.

Para este Campeonato Carioca, a ADDP conta com o apoio do Laboratório Teuto, do Mister Pizza, da Ollé Sports, do Grupo Marian e da Prefeitura de Cabo Frio.

Com informações de Dayanne Neves
Assessoria de imprensa da ADDP
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