A Lei de Murphy nunca falha

A Lei de Murphy nunca falha

Acho que todo mundo já ouviu falar na “Lei de Murphy”. Conhecido internacionalmente, este adágio popular resumidamente diz que “se uma coisa pode dar errado, ela dará errado com certeza”. Ampliando seu alcance, “se uma sequência de coisas pode dar errado, essa sequência vai dar errado na pior ordem e causando o maior estrago possível”.

Eu costumo dizer que “a Lei de Murphy nunca falha”. Eu sou um cara esquisito, não acredito em coincidências. Pra mim, tudo tem um motivo pra acontecer, mesmo que não seja explicável ou plausível. Me chamam de “fatalista”, mas é assim que eu sou.

Acabei de chegar de Aquárius. Mais que assistir a semifinal do Municipal Adulto, entre Arraial e Grêmio Samburá, fui lá ver como ficou a quadra do bonito Centro de Esportes e Lazer João Augusto. O espaço foi inaugurado no início do mês em uma parceria da Prefeitura de Cabo Frio e do Governo do Estado, e, tenho certeza, sendo direcionado e dirigido da maneira correta, vai ser muito útil pra população do Distrito de Tamoios.

Como eu falei no Facebook mais cedo, o ginásio é até bacaninha. Arquibancada só de um lado, mas mais alta, parecida com o Aracy Machado. Bons vestiários, espaçosos, com instalações novas. Os banheiros para os torcedores são amplos e limpos. A iluminação é boa. Senti falta de uma lanchonete – aliás, não sei em que mundo vivem esses arquitetos que projetam uma arena esportiva sem lanchonete, ou sem espaço para estacionar.

A linha da área é amarela e confunde os goleiros.

Agora, as maiores reclamações vão para a quadra de jogo. Primeiro, porque no acesso entre os vestiários e a quadra, os jogadores passam pelo corredor comum aos torcedores – o que não é muito recomendável. Em relação à quadra de jogo em si ficam os maiores problemas. O piso não é bom. De cimento liso, pintado com tinta a base de óleo. O somatório deste piso e tinta, mais a poeira por conta dos acessos abertos hoje o dia inteiro e a proximidade do mar (o ginásio fica a 50 metros da praia) fizeram do piso um sabão, que inviabilizou qualquer tentativa de bom futsal a ser jogado nos 20 minutos disputados de jogo.

Funcionários instalaram o placar momentos antes da bola rolar. Mas nem a boa vontade de todos para que houvesse o jogo impediu a sucessão de tombos

A quadra de futsal tem 34m x 18m (bom espaço, mas menor que a dos ginásios Aracy Machado e Vivaldo Barreto). Além do piso, há pouco espaço de escape nas laterais e a marcação ainda está incompleta. Achei que a linha das áreas, em amarelo, dá pouca visualização para os jogadores e os árbitros.

Enfim, mesmo visivelmente sem condições de se manter equilibrados em quadra pra disputar os lances, os jogadores de Arraial e Grêmio Samburá até tentaram jogar. O primeiro tempo terminou empatado em 2 a 2, mas na volta do intervalo, os árbitros resolveram interromper o jogo, antes que houvesse lesão de algum atleta. Medida acertada, mas que deveria ter sido tomada antes do jogo começar. O jogo acontecer nas condições em que rolou são compreensíveis – o ginásio estava cheio, era uma festa para a comunidade e a boa vontade de todo mundo em fazer com que a bola rolasse, até para a instalação do placar eletrônico no ginásio minutos antes de começar o jogo, demonstrava isso.

Feito o relato, você me pergunta: “Mangueira, qual a relação disso com a Lei de Murphy?”. Simples. Os jogos só estão acontecendo em Aquárius porque os outros dois ginásios da municipalidade não podem ser usados no momento. O Aracy Machado, no Portinho, passou todo o ano de 2011 desativado, por conta da troca do telhado e do piso da quadra de jogo. O Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, está sendo utilizado para os Jogos de Integração da Polícia Rodoviária Federal, realizados em Cabo Frio até domingo que vem.

Justo neste momento, o futsal de Cabo Frio se vê em um impasse. O calendário da LCFS está apertado, e ficou mais apertado uma vez que a entidade não teve outra medida a não ser suspender o jogo de terça e cancelar os dois jogos marcados pra amanhã e um marcado pra quinta. Como “a lei de Murphy nunca falha”, pra piorar, semana que vem, o feriado de Finados na quarta-feira não permite a utilização do ginásio Vivaldo Barreto.

E dentro daquela ideia de que “as coisas acontecem na ordem em que possam causar o maior estrago possível”, na quinta e na sexta-feira desta semana, Cabo Frio terá três jogos pelo Campeonato Estadual de Futsal, promovidos pela Federação do Rio (FFSERJ), pelas categorias sub-20 e adulto, que estão em um momento decisivo da competição, em sua penúltima rodada.

Na quinta, jogariam (coloco no condicional porque não vejo nenhuma possibilidade de haver jogo no ginásio de Tamoios) Cabo Frio Futsal e ADDP, clássico local e de fundamental importância para a sequência dos dois times no campeonato sub-20. Na sexta, estava prevista uma dupla jornada pelo campeonato adulto, com Cabo Frio Futsal x Fluminense e ADDP x Casa de España/Botafogo.

Claro que Murphy não deixaria que houvesse um “plano B” pra realização desses jogos. Sem o Aracy Machado, com o Vivaldo Barreto ocupado até domingo e com o João Augusto com um piso mais escorregadio que uma quadra de futebol de sabão, o que fazer?

O ideal é que os jogos fossem realizados na segunda-feira que vem, dia 31, no Vivaldo Barreto. Porém, o ginásio já tem seu cronograma, e às segundas as equipes de vôlei da cidade treinam. Na terça, já há os jogos da LCFS – dentre eles o segundo tempo do jogo adiado de terça agora. Na quarta é feriado. E na quinta já tem que acontecer os jogos da última rodada.

Como resolver esse problemão? Não sei. Sei que não tem como se jogar em Tamoios. E sei também que a Lei de Murphy não falha. Nunca.

ATUALIZAÇÃO: Assim como eu boto a cara pra fazer as críticas negativas que eu acho pertinentes, boto a cara pra fazer as positivas quando elas são merecidas.

Parabéns ao bom senso da Federação de Futsal do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Esportes e Lazer de Cabo Frio, que mesmo com o calendário apertado, conseguiram solucionar o problema dos jogos dessa semana.

AMANHÃ, 27/10
Cabo Frio Futsal x ADDP, sub20, 19h30

SEXTA, 28,10
Cabo Frio Futsal x Fluminense Futsal Pcd, adulto, 19h
ADDP x Casa de España/Botafogo, adulto, 20h30

Os jogos serão no Ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança.

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Tirando as teias de aranha do blog

Tirando as teias de aranha do blog

Um tempão sem escrever aqui. E não é por falta de assunto. É mais por falta de tempo livre pra sentar e concatenar as ideias. Muitas coisas acontecendo – e quase sempre, quando estou no computador há muitas coisas mais urgentes a fazer do que atualizar o blog. Daí fica esse vazio aqui – escrevi da última vez no sábado do show da Rihanna no Rock in Rio, tem quase um mês.

Uma coisa que eu tava querendo escrever há algum tempo (mas faltava uma ocasião mais real e didática pra exemplificar) é como a popularização das redes sociais influencia no nosso dia-a-dia. A gente cresceu dizendo que “Cabo Frio é um ovo”, “Cabo Frio é a cidade do ‘oi'”, “Cabo Frio tem três pessoas: eu, você e alguém que um de nós conhece” e coisas do tipo. Mas hoje em dia, pelo menos pra quem é da minha geração e fica, como eu, conectado quase o tempo inteiro, há muita gente que você sabe que é de Cabo Frio mas que nunca encontrou na rua. Pessoas mais jovens e pessoas mais velhas.

Semana passada, passando pelo Ratatá (do meu amigo Tadeu, no Canal) eu encontrei a Thamires. É uma menina muito simpática, a gente troca ideia há um tempão pelo Facebook, mas a gente não tinha se esbarrado pessoalmente ainda até esse dia. Conversamos rapidamente, ela me avisou do churrasquinho do aniversário dela no fim de semana – temos amigos em comum que foram, inclusive. Conversa corriqueira de pessoas que, se não são os amigos mais íntimos, se conhecem e tem alguma intimidade. O curioso é que essa intimidade veio por um convívio diário só pelo Facebook, mesmo em uma cidade “pequena” como a nossa.

Não é privilégio de Cabo Frio isso. Afinal de contas, o que eu conheci de pessoas interessantes e que mudaram a minha vida pra melhor, de alguma maneira, nesses anos todos de internet (desde lá de trás, nas salas de bate-papo do UOL, ICQ, mIRC, até hoje, com Facebook e Twitter) não tá no gibi. Até a minha mulher eu conheci pela internet. E fiz também, amizades que se prolongam por mais de uma década.

Não vou citar todo mundo que eu aprendi a gostar nesses últimos tempos aqui, senão o post fica gigantesco e não vai dar pra ninguém ler. Mas mesmo pessoas da minha cidade, que de repente estão ao meu lado na fila do mercado, no ponto de ônibus, no bar onde eu toco, no ginásio, nunca falaram comigo pessoalmente, mas já trocaram muita ideia pela internet. Não deixa de ser esquisito, por mais que seja comum hoje em dia.

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Nesta terça tenho um compromisso em Tamoios. Vou lá ver a semifinal do campeonato municipal de futsal entre Arraial do Cabo e Grêmio Samburá. A Prefeitura de Cabo Frio inaugurou um centro esportivo bacana lá, que eu ainda não conheço. Como meu time (a ADDP) joga pelo Estadual sub20 da FFSERJ na quinta lá, vou lá ver quadra, vestiários, enfim, as coisas que vão influir diretamente no meu jogo.

Eu lamento muito pelo jogo de quinta ser lá em Tamoios. Nada contra o ginásio novo, que eu nem conheço. Mas é um clássico contra o Cabo Frio Futsal, equipe contra a qual fizemos dois grandes jogos no primeiro semestre, pelo campeonato carioca (perdemos o primeiro, na fase de classificação, por 5 a 4; e ganhamos o segundo, nas quartas de final, por 5 a 3 e passamos para as semifinais).

Na verdade, na verdade, esse jogo merecia ser jogado no ginásio Aracy Machado, o grande palco do nosso esporte. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para que a municipalidade possa voltar a usar o ginásio do Portinho. Para nosso azar, justo nesta semana de clássico, está acontecendo uma competição da Polícia Rodoviária Federal na cidade, e o ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, foi cedido para este evento.

Sem opções – e sem poder trocar a data do jogo – teremos que jogar em Tamoios. Que pelo menos seja um bom jogo para os que forem lá assistir. Infelizmente, muita gente que gostaria de ver esta partida vai ficar privada dessa oportunidade.

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No domingo, estive na comemoração do primeiro aniversário do meu sobrinho Miguel, filho do meu irmão do meio, Elton, e da Celia, mulher dele. A festinha/piquenique foi no jardim do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa. Amigos dos pais – alguns que eu não via há tempos – estiveram lá. Foi tudo muito simples, e muito bacana.

Meu sobrinho é uma criança muito bonita, esperto pacas e muito amado. E o local é sensacional. Se você é carioca ou está no Rio e não teve a oportunidade de ir lá no Museu da Chácara do Céu e no Parque das Ruínas (que fica ao lado), vá. Vale muito a pena a visita e a vista.