Haja paciência!

Haja paciência!

O título deste artigo pode parecer que faz alusão às cenas lamentáveis transmitidas ao vivo da Câmara Municipal, via Jovem TV, na quinta-feira desta semana. Mas não vou me prender a este assunto por muitas linhas. Só acho que as coisas em Cabo Frio envolvendo a questão da eleição disputada há quase 27 meses já passaram de todos os limites do aceitável. Se querem continuar neste remake de Liras x Jagunços, ok, mas como diria aquele filósofo contemporâneo, “me inclua fora dessa”.

Na verdade, a paciência que eu falo que é preciso é por conta desta semana de Natal. Com o bolso um pouco mais abastecido, o povo vai às compras, não tem jeito. E a cidade ferve. Pra complicar ainda mais, como o Natal cai no sábado, vai ficar uma situação pra lá de intransitável nas principais ruas do comércio em Cabo Frio, não só no centro. Em bairros maiores, como Jardim Esperança e São Cristóvão, as lojas ficam apinhadas, com todo mundo querendo compras as mesmas coisas simultaneamente.

Neste ponto, confesso que é um alívio que a cidade ainda não tenha um grande shopping center (apesar de que, pelo menos, seria um alvoroço maior ainda, mas com ar condicionado).

O trânsito também já começa a aumentar. Os turistas, ainda que timidamente, começam a chegar à cidade, pra aproveitar as praias e o calorão que tem feito. Já é comum ver pessoas com aquele tom róseo que caracteriza visitantes principalmente de Minas e do interior de São Paulo.

E aí vem mais um complicador. Com a cidade em seu movimento normal, o trânsito já não tá lá essas coisas – já falei sobre isso aqui há uns meses – imagina nessas próximas duas semanas, quando vai ter mais carro que gente na cidade.

Vaga pra estacionar no centro? Nem pensar. A não ser que você seja amigo dos flanelinhas.

E o calor do verão, que ainda nem começou? Quem pode, apela pro ar condicionado. Quem não pode, pro banho gelado. Haja paciência!

 

Anúncios
A polêmica dos shows de fim de ano

A polêmica dos shows de fim de ano

A polêmica dos shows do fim de ano em Cabo Frio se espalhou também pelo Orkut. Na comunidade “Cabo Frio”, alguns tópicos estão dedicados a discutir/questionar/malhar a programação.

Como sempre acontece no Orkut, tem muito perfil fake que se aproveita do anonimato pra só pichar e/ou levar a discussão pro aspecto político (ou melhor: pra briga entre Marquinho e Alair). Porém, tem uma galera boa que, com idéias e discussão em alto nível, expõe suas opiniões de maneira sensata, mesmo que haja discordância entre elas.

Deixo aqui, pros poucos leitores desse espaço, a mesma situação hipotética que coloquei lá.


É só uma ilação: digamos que ao invés da programação oferecida para o reveillon, a prefeitura de Cabo Frio oferecesse, nos três dias programados, 12 shows “top de linha” dentro do cenário artístico nacional – três na Praia do Forte, três no Jardim Esperança, três no Peró e três no Segundo Distrito. Não vou aqui ficar citando esse ou aquele show, até porque vai muito do gosto de cada um, mas digamos que fossem todos shows “top” e com artistas diferentes, sem repetição.

Dentro desse suposto cenário, digamos ainda que o pacote dos shows custasse aos cofres públicos R$ 1,5 milhão (são shows top, e a época ainda inflaciona o processo).

As perguntas:

1) A administração do prefeito se tornaria melhor avaliada por conta disso?

2) Qual o percentual de turistas que viria passar o reveillon em Cabof EXCLUSIVAMENTE por causa dos shows?

3) Este investimento não seria, igualmente, questionado (mesmo sabendo que os shows são de alto nível, etc e tal)?

4) O que você considera melhor para a cidade? Gastar R$ 1,5 milhão com shows de fim de ano ou gastar 10% disso com shows e investir o restante em outras prioridades?

5) Se considera melhor gastar somente R$ 150 mil com shows e R$ 1,35 milhão com outras prioridades, quais seriam elas?


As respostas podem ser feitas nos comentários, clicando aqui.